[Cobertura de Pegada] Grito Rock – Macaco Bong e Câmera

Texto: Jujuba Semedo e Malibu
Fotos: Malibu

Macaco Bong e Câmera

Quadro mucho lóki

Seria mais uma quinta-feira comum no curral da serra do pão de queijo. Seria se não fossem alguns detalhes. Era quinta-feira pós-Carnaval. Todos sabem como os brasileiros ficam no Carnaval. Provavelmente qualquer cidadão do mundo, que pelo menos saiba da existência de um país tupiniquim chamado Brasil, já ouviu falar da semana nacional brasileira de adoração da bunda e da mulata. Dois dos principais tesouros nacionais.

Essa quinta-feira. Localizada justamente nessa semana. Se houvesse uma diferença de uma de sete dias pra mais ou pra menos a história seria diferente. Mas exatamente nessa data, uma noite bonita e refrescantemente quente de fevereiro, descemos, Malibu e Intrépida Jujuba, para a Ressaca do Grito Rock no Nelson Bordello com apresentação das conceituadas bandas Macaco Bong e Câmera.

Galerinha esperta n aporta do Bordello

Promessa de sucesso

Chegamos relativamente cedo naquele lugar peculiar encontrado em frente à Souzaria Serra Pinto, embaixo do viaduto Santa Tereza, atrás de um ponto de ônibus e entre uma clínica odontológica e um instituto violento de artes cênicas. Na porta, em meio à mesas barris e um contigente impressionante de pessoas, percebia-se a promessa de sucesso. Mesmo sem estar de ressaca de fato na ressaca, decidimos curtir a noite numa vibe quase permitida para menores, à base de suquinhos, refrigerantes e cigarros.

A Câmera comemorava um ano de shows. Com essa idade a criança já anda. Num anda? Há quase um ano, a banda de indie rock um tiquinho folk fazia a sua estreia para o público e lançava o ótimo EP Invisible Houses, ali mesmo naquele palco charmosinho e abençoado por Jesus do Bordello. Ontem, além de fazer aniversário nos palcos, a Câmera, que tem conquistado público e crítica (a banda já foi até destaque no Popload Session, do Lúcio Ribeiro, com direito a post no blog e tals), fazia o lançamento de seu segundo EP, o Not Tourist.

Câmera

Porque roque tem que ter careta...

Fato curioso: Logo ao começar o show, Malibu se infiltra à uma mini multidão frente ao palco para tentar descolar algumas fotos descoladas dois garotões da banda. Chegando na frente do palco, tete à tete com os integrantes, Malibu se posiciona no primeiro lugar que ele encontrou pra tentar captar ângulos razoavelmente interessantes. Eis que uma figura levanta a seguinte e pertinente solicitação: “- Cara… aqui… será que vc podia chegar um pouco pra lá? Você está na frente do meu amigo.” Eis que Malibu olha pra trás e o amigo media pelo menos 1,5 malibus. Galera… a não ser que seja um caso excepcional do tipo atrapalhar uma criança ou deficiente físico… é falta de educação falar uma coisa dessas num show de rock. Quer assistir sentadinho, sem encostar em ninguém e com visão pranorâmica? Vai prum café assistir jazz e bossa nova…

Voltando à banda Câmera, o som está mais pesado e a atmosfera do show continua bastante intimista (mas não sexualmente intimista), algo que ainda ficou mais latente com a exibição das cenas do  filme Waking Life enquanto a banda se apresentava. Apesar de ser um recurso já bastante utilizado, achamos bem legal viajar naquelas imagens feitas com rotoscopia tiradas de um filme tão existencialista, enquanto ouvia as músicas..

O show contou também com a brilhante participação do monstro gostosão Henrique Longo Staino, sax do Fusile, e de Manuel Horta, guitarrista amigo dos caras da banda, em Midnight Fever, uma das novas canções. Teve também um cover de Pavement, algo que, pra gente, já ficou bem clichê.

Macaco Bong

Porque quase nunca mostram os bateristas: Ynaiã, deixando os tambores em frangalhos!

Pausa para mais um cigarro e mais conversas na porta da casa, enquanto esperávamos pela banda intrumental maconha mais pau dentro sem coito interrompido do Brasil: O J. Quest. ( Só que não… ) a PORRA do Macaco Bong. Outra em fase de lançamento de disco e agora com formação fresca como peixe no jornal! Pra quem ainda não sabe o baixista Ney Mato.. quer dizer… Ney Hugo, saiu da banda para seguir novos rumos e buscando novas transformações, e quem assume os graves agora é Gabriel Murilo, já conhecido camarada aqui do Pegada. Mudanças a parte, o cara mandou bem demaaaais, aliás tão bem que deu a impressão de o baixo dele ter agregado mais chumbo ao som da banda. Há quem diga, entretanto, que as músicas novas é que são ainda mais pau dentro. Talvez sejam as duas coisas juntas, não sabemos, mas o fato é que o Macaco Bong, continua explondindo nossas mentes carentes por transas selvagens e inconsequentes. O show empolgante é fruto das músicas e da própria emoção que os caras demonstram no palco, é impossível você não ser tomado por essa frenesia distorcida.

Gente bonita

Gente bonita em clima de festa...

Ficam os parabéns pelo evento e pelas bandas. Esse rock carnaval de belorizonte, a cada ano mais do caralho que o outro. Que venham outros amores e carnavais!

Update: Veja mais fotos no Flickr

 

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Postado em 24 de fevereiro de 2012
às 17h10 por Malibu

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2 comentários para '[Cobertura de Pegada] Grito Rock – Macaco Bong e Câmera'

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  1. É isso!!!

     

  2. This is it or is this it?

     


 

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