Áudio de Pegada – Diário de produção Cães do cerrado (3)

Por Eduardo Curi

Encontro 9 – após um pequeno intervale nos encontros (não me lembro exatamente quanto tempo sem encontrar, umas duas semanas eu creio) voltamos a nos ver no quarto do Malibu, em um sábado de manhã, não tão cedo, mas suficiente pra termos uma visão do inferno. Não cabe aqui relatar o que foi pra não expormos demais a imagem do nosso querido baterista, que prontamente se levantou, lavou o rosto e assumiu seu lugar com as baquetas em riste. Ensaiamos por cerca de duas horas passando todo o repertório com o metrônomo ligado. Testamos vários sons de metrônomo até chegarmos a conclusão que as melhores opções eram cowbell ou agogô, que todos, inclusive o Lixo e Corrupção, conseguiam ouvir quando a banda inteira estava tocando. Passamos as músicas que não teriam alterações no andamento.

Encontro 10 – Voltamos ao Decibéis para testarmos arranjos. Infelizmente, o Malibu ainda não comprou as baquetas de orquestra para testarmos na introdução de Pesadelo, mas tudo bem. Depois de ler isso aqui ele vai ficar sensibilizado, correr na loja e arranjar as baquetas. Passamos quase todas as músicas e fizemos testes interessantes. Em Inadequado, acertamos o arranjo e a sincronia do baixo e da bateria, além de melhorarmos a dinâmica de execução da música. Também fizemos alguns arranjos vocais. Em Combate, mesmo sem metrônomo, treinamos alterações de andamento durante a passagem instrumental. O restante do repertório está cada vez mais redondo, me enchendo de orgulho! 

Encontro 11 – De volta à casa do Malibu, em um 1º de maio desperdiçado no sábado. Chegamos pela manhã não tão cedo, durante um “agito” no supermercado ao lado e graças a Deus o Malibu já estava tomando café da manhã, vestido e tudo o mais. Nos enfurnamos no quarto e após convencermos Lixo e Corrupção que o som do metrônomo que estávamos usando era o mesmo da outra vez, demos prosseguimento ao ensaio. Passamos todo o repertório e treinamos algumas automações de metrônomo acionadas por mim na hora no módulo da bateria do Malibu. Cheguei à conclusão que é melhor usar o metrônomo exportado do Pro Tools mesmo, que no dia não deu pra usar porque o Malibu tinha emprestado o equipamento dele pro pessoal do Rock no Parque. As duas músicas com automação já estão com as click tracks exportadas, já mandei pros meninos, agora é torcer pra eles terem estudado pra gente chegar ao próximo ensaio ainda mais redondo!

Confiram o andamento dos trabalhos aqui!

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Postado em 18 de maio de 2010
às 8h00 por Eduardo Curi

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